12/24/2024

Lubrificação

 Lubrificação 


 Óleos lubrificantes


 São fluidos utilizados na lubrificação de motores e sistemas de transmissão.


Canal de Lubrificação


Sistema de válvulas:


Sistema de transmissão: 



Figura 42. Ampliadas em um microscópio: superfícies de partes metálicas, que se movimentam entre si. Em (A) ocorre atrito metálico, fluido, pea interposição Lubrificante entre as partes. em (B) tem-se de atrito uma película de lubrificantes entre as partes. 



1. Classificação dos lubrificantes.


Os lubrificantes podem ser classificados quanto a sua origem em:


  •  Vegetal: óleo de rícino, de girassol, de mamona etc.

  •  Animal: óleo de peixe, de baleia, de foca

  •  Mineral: sólidos: talco, mica, grafite, iodeto de chumbo

  •  Líquidos: derivados de petróleo pastosos: são as graxas (mistura entre 80 a 90% de    líquidos com sólidos)


Funções dos óleos lubrificantes:


  1. Diminuir atrito com consequente diminuição do desgaste das partes em contato:

  2. Atuar como agente de limpeza: retirando carvões e partículas de metais que se formam durante o funcionamento do motor.

  3. Vedação entre os anéis do pistão e a parede do cilindro; 

  4. Resfriamento auxiliar nos motores de 4 tempos

  5. Redução de ruído: amortece os choques e as cargas entre os mancais


Aditivos :


Os aditivos para lubrificantes são substâncias químicas adicionadas a óleos básicos que intensificam suas características, minimizando propriedades indesejáveis e evitando possíveis danos ao motor. Mesmo quando usados em pequenas quantidades, esses aditivos transformam as propriedades dos lubrificantes. 



Aditivos encontrados nos lubrificantes são:

Detergentes: esses tipos de aditivos são destinados à lubrificação de motores. Eles evitam a formação de resíduos de carbono que podem existir durante a combustão. Por isso muito conhecido como aditivo que mantém a limpeza do motor.

Antioxidantes: são os principais utilizados na categoria de lubrificantes para motores e máquinas. Aumentando a vida útil do motor. Como o próprio nome diz, os aditivos antioxidantes evitam as reações de oxidação, por estarem mais próximos do oxigênio, não permitindo a oxidação e a degradação do lubrificante enquanto existir o aditivo.

Anticorrosivos ou antiferrugem : sua função principal é proteger o metal da corrosão. Existem dois tipos de aditivos anticorrosivos. Um protege o metal da umidade atmosférica, e o outro tem o papel de proteger as partes metálicas de substâncias ácidas que podem atacar a superfície. Há duas fases quando falamos de anticorrosivos. Prevenir o contato do corrosivo com o metal, formando uma fina película protetora, e em segundo remover os agentes de corrosão que estão internamente presentes na peça. Tem por função impedir a ação da umidade e do Oxigênio sobre metais, evitando a formação de ferrugem (oxidação).

Antiespumantes: esses aditivos visam impedir a formação de espuma, melhorando a resistência ao desenvolvimento da mesma.Quando o óleo é agitado, de forma muito rápida e inesperada, há possibilidade de formação de pequenas bolhas que resultarão em espumas. Esse aditivo desmancha as bolhas no mesmo momento que elas chegam à superfície do óleo. A formação de espuma acelera o processo de oxidação do lubrificante, retém mais calor e pode gerar problemas de aeração e cavitação no sistema.

Extrema pressão: esses aditivos são utilizados, geralmente, em lubrificantes de transmissão. Quando a pressão exercida sobre o óleo ultrapassa o normal, esse aditivo impede que a película formada pelo óleo se desgaste e chegue ao metal, podendo resultar em micro soldas.

Aditivos melhoradores de índice de viscosidade: os óleos lubrificantes podem sofrer alteração em sua composição, conforme a temperatura em que são expostos. Esse aditivo pode aumentar a viscosidade de qualquer óleo básico, pela ruptura e inchamento das moléculas de hidrocarboneto presentes na composição. Quanto maior a temperatura, maior a viscosidade, compensando a variação da viscosidade em função da temperatura do óleo básico.. 

 

Anti desgaste Compostos químicos cuja função é reduzir o desgaste entre partes em movimento. De fundamental importância no caso de lubrificação de cilindros de motores de combustão interna onde entre suas paredes e as faces dos anéis de lubrificação ou vedação, ocorrem uma película extremamente fina de óleo.

 



Como se classificam os óleos lubrificantes?

Muitas vezes as dúvidas surgem e é preciso saber como são classificados os lubrificantes, eles foram classificados por órgãos internacionais e através das montadoras de veículos que os classificaram peça sua viscosidade e como são aplicados. As classificações que a indústria automotiva mais usa são:

SAE (Society Automotive of Engineers) que é a sigla para a viscosidade dos óleos;

API (American Petroleum Institute) que é a sigla para aplicabilidade.

Óleos Monoviscosos. Há dois tipos de óleos

Monoviscosos os de inverno (identificados pela letra W.

Óleo de inverno – SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W;

Os de inverno têm sua viscosidade medida a temperaturas negativas; os de verão são medidos a 100 °C.

 Monoviscosos os de verão.

Oleos  de verão– SAE 20, 30, 40, 50, 60;

 Óleo multiviscoso – serve para inverno e para verão SAE 20W-40, 20W-50, 15W-50.

 Oleos de baixa viscosidade contém aditivos anticongelantes, identificados pela letra" "W" (Winter = Inverno)


Ponto de fluidez: è a temperatura mínima em que um óleo escoa livremente, depois de 

submetido a um processo de resfriamento, Não é de interesse para máquinas agrícolas que operam em climas tropicais.


Em relação às graxas, a sua consistência vem a ser a resistência que ela oferece à  deformação. Trata-se de uma característica importante para as máquinas agrícolas.


Óleos de inverno (monoviscosos), lub. à baixas temperaturas (0.18 °C) SAE OW: SW; LOW; 15W; 20W 25W


Óleos de verão, lub Temp, médias a elevadas (+100 C) SAE 20, 30, 40, 50 e 60.


Óleos Multiviscosos : A combinação de aditivos especiais e óleos básicos adequados permite que um óleo de inverno se comporte como óleo de verão quando operando em altas temperaturas. Exemplo: um óleo 5W, medido a 100 °C, apresenta viscosidade de um óleo 40. então, será considerado um óleo multiviscoso 5W-40.


Oleos  Multiviscoso, fluido em baixas temp. e pouco fluido a temp, altas SAE 20W/40: ESW/40: 20W/20 e 5W/20




Viscosidade do oleo :


A viscosidade do óleo lubrificante vem estampada na lata. Quanto maior o número mais alta é a viscosidade do óleo. 





• Para motores turbinados ou aspirados; 



• Óleo lubrificante multiviscoso: SAE 15W-40.





Óleos para motores de tratores.


Ultramo Turbo 

  • Para motores turbinados ou aspirados operando em condições normais,

  • Oleo lubrificante multiviscoso. SAE 10W. 20W, 30, 40 e 50 .

  • Classificação: API CF





  • Para motores aspirados operando em condições normais;


  • Óleo lubrificante monoviscoso, SAE 10W, 30 e 40.


  • Classificação: API CC




.

2) API (Instituto Americano do Petróleo) Class. Quanto a qualidade (motor, aditivos e cond. de trab.)


Motores ciclo Oto: AS (leve). SB (moderado), SC  e SD (severo), SE, SF, SG, SH, SJ, óleos especiais.


Motores ciclo Diesel: CA (geral, CB (moderado). CC, CD (severo), CE (turbinados).


3) Militar: MIL-L. Club. Militares, exército USA)+comum ciclo Diesel


  • MIL-L 2104 A (CB) p/motores diesel ↑ teor S

  • MIL-L 2104 B (CC) ptrab, a temp. altas 

  • MIL-L. 2104 C (CD) motores alta rotação.


• Viscosidade: è a propriedade de maior importância dos lubrificantes líquidos (óleos). É definida como a resistência que o óleo possui ao seu escorrimento e é determinada em viscosímetros. O mercado oferece, atualmente, os óleos denominados multigrade, ou seja, que apresentam viscosidades múltiplas dentro de certos intervalos de temperatura de operação.


Índice de viscosidade: É a variação da viscosidade função da temperatura,  em  indicada numericamente.


2. Principais características lubrificantes Ponto de fulgor: é a temperatura que um óleo desprende os primeiros vapores que inflamam momentaneamente em contato com uma chama, quando aquecido em equipamento de laboratório adequado.


• Densidade: definida pela relação entre um certo volume do produto, em uma dada temperatura e o peso de igual volume de água (padrão). tomado a outra temperatura. Pouco importante na qualidade do lubrificante, útil para cálculos de transformação de litros em quilos e para controles gerenciais de aquisição e consumo.

-óleos sintéticos São lubrificantes desenvolvidos oferecem em laboratórios 4V características viscosidade, resistências especiais P que de temperaturas elevadas (ou muito baixas), São de custo elevado.


⚫ Os lubrificantes pastosos (graxas) são utilizados em locais, onde, pelas próprias características das peças a serem lubrificadas, não permite o emprego de óleos, pela sua fluidez, não ficando retido e não efetuando assim a lubrificação.

Os lubrificantes líquidos, por sua vez, podem ser óleos  minerais apresentam composição muito variada, formados por grande número de hidrocarbonetos (compostos de carbono e hidrogênio). Possuem três classes principais: aromáticos, parafinicos e naftênicos.


óleos graxos: Podem ser de origem animal ou vegetal, hoje de raríssima utilização.


-óleos compostos: Para aplicações especiais. Consistem na mistura de óleo graxo com óleo mineral, que conferem ao produto uma maior oleosidade.





• Constituição das graxas


Óleo lubrificante (90%)+ aditivo + substância engrossadora (sabão metálico) resulta em pasta


Tipos de sabões metálicos Sabão de Ca, sabão Na, sabão de Li, sabão (Ca+Na). Suporta temp. -10°C a 150 °C


Classificação NGLI (Inst. Nac, dos Lub. Graxos) 

conforme consistência: -0 e 1=mais finas (pequenas engrenagens)


2- uso geral fimplementos e maq. Agr.) Martak. 

Lubras. Multipurpose 3 cubos e mancais de rolamento de Maq. Agric. -4 , 5 e 6- mais grossos (cubos)



Tipos de sistemas de lubrificação

  1. Sistema de mistura com o combustível;

  2. Sistema por salpico;

  3. Sistema de circulação e salpico;

  4. Sistema de circulação sob pressão.


Sistema de mistura com o combustível: 

  • Utilizado nos motores de 2 tempos do ciclo OTTO;

  • O óleo é misturado no combustível na proporção de 1:20 a 1:40.


 SISTEMA POR SALPICO 

  •  Utilizado em motores estacionários monocilíndricos de uso agrícola;

  •  Neste sistema o pé da biela apresenta um prolongamento afilado denominado pescador;

  • Uma bomba alimenta com óleo o pescador;

  • Ao girar o motor o óleo é borrifado pelo pescador nas paredes dos cilindros e nas demais partes móveis no interior do bloco


 




SISTEMA DE CIRCULAÇÃO E SALPICO 

  • Neste sistema uma bomba força a passagem do óleo através de uma galeria principal contida no bloco do motor, ao mesmo tempo que abastece as calhas de lubrificação por salpico.

  • Da galeria principal o óleo, sob pressão, é direcionado a passar através do eixo de manivelas, do eixo de comando de válvulas e do eixo dos balancins.

  • O óleo que escapa dos eixos é pulverizado na parte superior das paredes dos cilindros, nos pistões e nos pinos das bilelas.

 

SISTEMA DE CIRCULAÇÃO SOB PRESSÃO


  • Utilizado nos motores de tratores agrícolas;  

  • Óleo sob pressão;  

  • Passa através dos eixos (manivelas, comando de válvulas e balancins);  

  • A parte superior dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo que escapa de furos existentes nas conexões das bielas com os pinos dos pistões; 

  • A parte inferior das paredes dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo pulverizado de furos existentes nas conexões da árvore de manivelas com as bielas.  

  • Devido a longa distância e diversas galerias percorridas pelo óleo neste sistema, o requerimento de pressão na maioria dos motores dos tratores varia de 15 a 40 psi, podendo em alguns casos chegar até 65 psi.





Bomba de óleo lubrificante

 

  • Localizada no cárter;  


  • Acionada pelo movimento do eixo de manivelas ou pelo eixo pelo eixo de comando de válvulas;


  • Sua função é suprir óleo lubrificante sob determinada pressão as diversas partes do motor;  


  • As bombas de óleo na sua maioria são do tipo de engrenagens. 


Bomba de engrenagens :


  • São constituídas por um par de engrenagens encerradas em uma caixa fechada;  

  • O óleo entra por uma das extremidades da caixa e é forçado a passar entre as engrenagens;  

  • A medida que as engrenagens giram é obtido o aumento de pressão.




Filtro de óleo lubrificante :


  • Localizado na parte externa do bloco do motor;  


  • Tem como função reter partículas indesejáveis visando promover a limpeza do óleo lubrificante; 


  •  As impurezas reduzem significativamente a vida dos motores, desta forma os filtros devem sempre ser trocados de acordo com a recomendação do fabricante do trator.




Componentes :


1. Reservatório de óleo 

2. Bomba de óleo 

3. Galerias 

4. Filtro de óleo 

5. Válvula de alívio

 6. Manômetro 

7. Radiador de óleo ( em alguns sistemas).